Definir quanto cobrar por uma tatuagem é uma das maiores dores de quem trabalha com arte na pele. Cobrar de menos corrói seu lucro; cobrar de mais afasta o cliente. Neste guia, você vai aprender um método simples e justo para precificar suas tatuagens — sem chute.

Por que precificar certo é tão importante

Muitos tatuadores definem preço “no olho”, olhando o que o estúdio da esquina cobra. O problema é que isso ignora os seus custos e o valor do seu tempo. O resultado? Você trabalha muito e no fim do mês sobra pouco.

Precificar direito não é ganância — é o que garante que você consiga viver do seu trabalho, investir em equipamento e crescer.

O que entra no preço de uma tatuagem

Antes de cravar um valor, você precisa conhecer três coisas:

1. Seus custos

Some tudo o que sai do seu bolso para funcionar:

  • Custos fixos: aluguel do espaço, energia, internet, comissão do estúdio, softwares.
  • Custos variáveis por sessão: agulhas, tinta, luvas, filme, descartáveis.

Sabendo o custo mensal, você descobre quanto precisa faturar só para “empatar”.

2. O valor da sua hora

Defina quanto você quer ganhar por hora de trabalho. Leve em conta sua experiência, seu estilo e a demanda pelo seu trabalho. Um artista com fila de espera pode (e deve) cobrar mais caro pela hora.

Dica: não esqueça de contar o tempo de criação do desenho e de preparação, não só o tempo com a máquina na mão.

3. Complexidade, tamanho e local

Nem toda hora de tatuagem é igual. Considere:

  • Tamanho e detalhamento da peça
  • Local do corpo (áreas difíceis exigem mais técnica)
  • Cor vs. preto e cinza
  • Cobertura (cover-up), que costuma dar mais trabalho

Uma fórmula simples para começar

Uma forma prática de calcular:

Preço = (valor da sua hora × horas estimadas) + custo dos materiais

Exemplo: se você cobra R$150/hora, estima 3 horas de trabalho e vai gastar R$40 em material:

(150 × 3) + 40 = R$490

Com o tempo, você ajusta o valor da hora conforme sua demanda cresce.

Erros comuns na hora de precificar

  • Não cobrar o desenho: criar a arte é trabalho — cobre por isso.
  • Esquecer os custos: aquele descartável barato, somado, pesa no mês.
  • Dar desconto sem critério: desconto vira regra e desvaloriza seu trabalho.
  • Não acompanhar os números: sem saber quanto entrou e saiu, é impossível saber se o preço está certo.

Como o controle financeiro te ajuda a precificar melhor

Precificar bem depende de conhecer seus números. Quando você registra suas vendas, custos de material e sessões, fica fácil enxergar sua margem real e ajustar os preços com segurança.

É exatamente isso que o BancadaInk faz por você: registra suas vendas, controla o estoque de material e mostra seu faturamento em tempo real — tudo num lugar só. Assim, você para de precificar no chute e passa a decidir com dados.

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